Mostrando postagens com marcador Micelânia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Micelânia. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de outubro de 2011

Você é um leitor eclético?

Pensei bastante sobre isso nos últimos dias...

Como você escolhe um livro. Como você dá uma chance a ele? É pela capa? Pelo título? Por que alguém que você conhece leu, disse que é bom e te indicou? Por que ele é uma referência, um clássico que sobreviveu ao tempo? Por que está na lista dos "1001 livros para ler antes de morrer"?

Eu sou uma leitora bem eclética. Já li de Paulo Coelho a Kafka. De Marian Keyes a Sartre. De J. K. Rowling a Nietzsche. Gosto tanto de ler que provo de tudo, de autores clássicos a gente que ninguém conhece. Mas é claro, tenho minhas preferências. Realismo Fantástico e Fantasia fazem a minha cabeça. Entregue na minha mão algo escrito por Vargas Llosa, Garcia Marquez, Tolkien, J.K. Rowling, George R. R. Martin e Anne Rice...só para citar alguns nomes, e você verá uma pessoa muito, muito feliz.

No entanto, noto muito preconceito das pessoas quanto às escolhas literárias dos outros. Só nesta semana aconteceu comigo duas vezes.

Fui chamada de "Geek" por um amigo. Isso porque gosto de tecnologia, jogos eletrônicos e particularmente porque ele considerada este termo um sinônimo moderno para "Nerd" e utilizou-o para me zoar, porque estou fascinada com a série de livros do George R. R. Martin, "Guerra dos Tronos". 

Também fui chamada de "inculta" por um grupo de conhecidas, porque comentei que preferiria ler um romance do gênero "chick-lit" no momento, ao invés de um clássico profundo, escrito no início do século passado.

Na minha opinião há livros que nos fazem pensar e há aqueles que nos fazem parar de pensar.

Livros são para momentos da vida, eles interagem com o leitor. São como amantes. Penetram nas entranhas daqueles que os amam, em uma cumplicidade servil. Quem não se permite a vulnerabilidade perante este objeto maravilhoso de prazer, não é um verdadeiro amante da leitura.

Ser um bom leitor é saber apreciar todos os gêneros da literatura. Saber que há momentos que demandam leitura longa e asséptica. Outros em que será rápida e visceral. Prazer e dor. Lágrimas e risos. Todas as emoções possíveis, em mero papel e tinta.

E seja lá qual for o seu gênero preferido, duas coisas são essenciais:

i) quanto mais você ler gêneros diferentes daquele que você ama, mais você irá amá-lo;
ii) só é um bom leitor aquele que respeita os livros e isto implica em respeitar todos os gêneros de livros, inclusive aqueles que você jamais leria.

Dê uma chance àquele livro que tanto olha para você. Talvez ele mude a sua vida!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quem é vivo sempre aparece!


Bem, já faz quase quatro meses que não atualizo a página, o que não significa que eu abandonei a vida de blogueira!

Foram muitas coisas que aconteceram na vida real, o que me deixou sem energia para a "vida virtual". Mas estou de volta e com novidades!



Além das colunas fixas já existentes, o blog também contará com  assuntos novos: um deles é a obra completa da escritora Marion Zimmer Bradley.

Mesmo quem não conhece a autora, com certeza já ouviu falar de suas sagas famosas: As Brumas de Avalon e Darkover!


Marion fez muito sucesso nos anos 80 e seus livros, atualmente, estão praticamente abandonados em sebos.

Inclusive, por falta de edição recente em livrarias, comprei em um sebo, os volumes I e II de "A Queda de Atlântida", publicado pelo antigo Círculo do Livro. Essas obras iniciam a saga de Avalon.

Como sou apaixonada pela autora, vou ler e reler essas duas séries e postar sobre isso na nova coluna "Sagas Femininas - o olhar de Marion Zimmer Bradley".

Essa não é a única novidade. 

O blog tem por tema "ideias", assim teremos mais uma coluna fixa "Corpo Malhado, Cérebro Sarado", em que tratarei sobre assuntos relacionados à saúde, esportes, exercícios físicos, nutrição e qualidade de vida em geral.

Por fim, retomarei o Desafio Literário de 24/12, postando, mesmo que "atrasada", todas as resenhas dos meses de fevereiro a junho e, claro, dando continuidade ao processo para os meses seguintes.

Por enquanto é isso!!!

ESTOU DE VOLTAAAAAAAAAAAAAAA...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos, quanta diferença...

Bem, quem já passou por aqui hoje deve ter notado que o layout do blog mudou completamente.

Assim como cortei os cabelos bem curtinhos, para começar 2011 de um jeito bem diferente de 2010, também resolvi mudar a aparência do blog.

Eu estava usando um template da Leeloo Blogs que era lindo, mas muito pesado, o que acabava por atrapalhar os acessos as minhas páginas. Além disso, o modelo que eu vinha utilizando não tinha nada a ver com o conteúdo do site.

Espero que vocês tenham gostado da mudança, que foi só superficial, por que o blog continua o mesmo, que nem a voz da mocinha da antiga propaganda do Shampoo Colorama, alguém lembra?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mimos de Natal

Passei a tarde divertindo-me na cozinha. Resolvi fazer Cupcakes de Natal para presentear amigos e colegas de trabalho. Fazia muito tempo que eu não fazia nenhuma espécie de "artesanato", o que acabou sendo uma "higiene mental".

Os bolinhos que fiz são de chocolate com nozes, uma delícia! (Não resisti e comi dois!!!). Assam muito rápido, em 20 minutos já sai a primeira fornada, no meu caso 12 por vez (é a quantidade que cabe na minha forma). Fiz QUATRO fornadas (duas receitas completas).

A receita tirei do site http://www.mdmulher.abril.com.br e aproveitei para enfeitar com pasta americana que comprei pronta e só precisei colorir, o que foi bem prático.

Segue receita:

Cupcake de Chocolate com Nozes


Ingredientes

. 2 xícs. (chá) de farinha de trigo
. 1 col. (chá) de fermento em pó
. 1 col. (chá) de bicarbonato de sódio
. 2 xícs. (chá) de açúcar mascavo
. 3 cols. (sopa) de chocolate em pó
. 4 ovos
. ½ xíc. (chá) de óleo
. 1 xíc. (chá) de nozes picadas

Modo de preparo
Numa tigela, misture a farinha de trigo, o fermento, o bicarbonato, o açúcar e o chocolate em pó. Aos poucos, acrescente os ovos batidos, o óleo e as nozes picadas. Distribua a massa em pequenas forminhas de papel (nº 0), dentro das formas próprias para a confecção de cupcakes. Coloque-as numa assadeira e asse no forno preaquecido a 200 °C por, aproximadamente, 30 minutos.
Espete um palito de dente na massa - se o palito sair limpinho, o bolinho está pronto.


Comprei todos os apetrechos numa loja aqui em Moema, chamada Barra Doce. Eles também vendem pela internet (http://www.barradoce.com.br).

Veja como ficaram lindos! Estou doida para distribuir amanhã!















sábado, 4 de dezembro de 2010

Mudanças no Blog...e para melhor! Confira!

Caros leitores!

Este blog surgiu de uma vontade irresistível de escrever. No início eu não sabia muito bem “sobre o quê” eu queria escrever, por isso resolvi compartilhar minhas “ideais” sobre tudo.

Com o passar do tempo (5 meses no ar) percebi que o que mais estava me facinando era escrever sobre literatura e cinema.

Diante disso, resolvi organizar minhas postagens a partir desta semana.

Além dos posts  sobre “ideias em geral”, que é a tônica do blog, teremos também quatro colunas semanais: “Nossos Imortais”, “The Literature Nobel goes to...”, “Pipoca Cult” e "Vale a Pena Visitar".


A coluna “Nossos Imortais”  tem como foco abordar a vida e obra de cada um dos membros da Academia Brasileira de Letras, tanto os atuais como aqueles que já não estão entre nós, mas que nos deixaram um legado cultural imenso.





A coluna “The Literature Nobel goes to...” trará comentários e curiosidades sobre cada um dos escritores que fizeram jus a este prêmio , considerado o mais importante da literatura mundial.





Já em "Pipoca Cult" teremos resenhas de filmes Cults e Clássicos; indicação de filmes novos e velhos -hollywoodianos, asiáticos, europeus, latinos e nacionais; dicas de cinema bom e barato, curiosidades, novidades e tudo o mais que se referir a esse universo de entretenimento.









Por fim será a vez do tour pelos Blogs, sejam eles literários, de cinema ou culturais. Em "Vale a Pena Visitar", a cada semana irei falar sobre um blog e tudo o que ele tem a oferecer para quem o visita.




Espero que estas mudanças agradem a você, amigo leitor, assim como inspiraram em mim, um grande entusiasmo.

Caso contrário, dê suas “ideias”. Estas serão sempre bem vindas!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Você já viu o Eminem cantando "New York, New York"? Eu já!!!

Esqueci os fones de ouvido que têm o plug certo para a esteira da academia, que mais parece uma nave espacial high-tech, dada a quantidade de opções multimídia que possui.

Também esqueci minha garrafinha de água.

Resumo da ópera, meus trinta minutos de caminhada na esteira seriam torturantes. De que adianta a esteira ser multimídia, com entrada para IPOD, fone de ouvido, televisão se quem vai operar a máquina esquece o fone?

Pudera, a função principal da esteira é colocar a pessoa para andar. Na verdade, para mim, isso precisa ser a função secundária, senão, de verdade, eu continuo sedentária.

Caminhar no mesmo lugar durante trinta minutos parece uma eternidade.

Programei o piloto automático da minha nave para nosso percurso de trinta minutos quando me ocorreu que eu vivo na Era da Comunicação e, apesar de ter esquecido o fone com o plug correto, eu tinha trazido o fone de ouvido que conecta ao meu celular, o que me garantiria ouvir música enquanto andava.

Liguei a TV da esteira e coloquei na MTV, sem som, é claro. Estava passando o programa Acesso, mais especificamente um clipe do Eminem com a Rihanna. Liguei o MP3 do celular e coloquei os fones desse aparelho nos ouvidos.


Frank Sinatra e Liza Minelli começaram a cantar New York, New York, enquanto Eminem e Rihanna faziam performances que ficaram muito engraçadas com o som de fundo que eu ouvia.
















Alguns trechos foram hilários, porque bem na hora que a Rihanna ía cantar, a Liza cantava. E as cenas de performance do Eminem? Ele sacudindo aquela mãozinha dele, todo nervozinho e eu vendo a boca dele mexendo e ouvindo “These vagabond shoes/ They are longing to stray/ Right through the very heart it/ New York New York….

Acabou o clip. Começou outro, esse do Justin Bieber. Troca de Música. I Will Survive (Gloria Gaynor).

Sem comentários. Quem me via caminhando na esteira com certeza devia pensar que eu tinha um parafuso a menos. Eu estava morrendo de rir. E me divertindo muito. O Justin Bieber parecia uma “biba” dançando ao som de um dos hinos gays mais famosos.


Fiz isso com os clipes e as músicas da sequência.

De repente veio uma mensagem na tela da minha nave espacial: objetivo atingido!

Pela primeira vez em anos eu exclamei: ahhhhhhhhhhhhhhhhhh, acabou? Nãoooooooooooooooooo!!! Já passou trinta minutos? Nãooooooooooooooooooo! EU QUERO MAIS!!!

Dormi que nem um anjo. Acho que acabei produzindo endorfina aditivada pelas risadas!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu “me finava” e você?

Sempre que escuto a expressão “eu me finava quando era pequena” tenho sentimentos peculiares. Há a sensação de saudade, “de volta pra casa”, porque para usar esta expressão a pessoa tem que ser gaúcha ou pelo menos ter vivido no Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo em que sinto um orgulho bairrista egoísta e, diga-se de passagem, nada nobre, admito, de saber que nenhum dos “não-gaúchos” participantes do diálogo sabe o que aquilo significa, acompanhado de um sentimento de identificação psicológica: encontrei alguém que fazia algo que eu já fiz quando era criança!!!

Certo dia, estávamos em minha casa, comendo fondue, uma amiga paulista, uma amiga gaúcha e seus pais, também deste Estado e eu. Conversávamos sobre trivialidades quando os pais de minha amiga gaúcha começaram a relatar sua experiência em terem sido pais de uma criança que “se finava”, a minha amiga.

O engraçado da história era ver a perplexidade da minha amiga paulista e o esforço para entender a expressão “se finar”. E os comentários dela ao final: “minha irmã é pediatra e nunca comentou sobre crianças que se finam. Será que isso acontece só no Rio Grande do Sul ou em São Paulo tem outro nome?” “Não me lembro de ninguém que se finava lá em casa...”

Rimos muito, principalmente porque eles comentaram que o pediatra dizia que “pior do que aguentar criança que se fina é aturar a mãe delas”.

Comentei a história com minha mãe e ela, aos risos, relatou-me: “Tu te finavas!!! Tu não vais lembrar, tu eras muito pequena!!! E aconteceu várias vezes...Eu resolvi o problema sem querer, tu não vais acreditar! Uma vez tu estavas te finando...eu fiquei completamente desesperada e saí correndo contigo no colo, tu tinhas uns três anos...na corrida e no pânico, sem querer, bati a tua testa na porta de correr que tinha entre a sala de estar e a cozinha....finalmente tu conseguiste chorar e depois daquilo, graças a Deus, nunca mais te finaste...serviu de lição...” (OBS.: não tive coragem de escrever como falamos...a gente não conjuga o verbo na segunda pessoa, rs).

“Finar-se” significa, segundo o iDicionário Aulete de Língua Portuguesa: acabar; findar; perder vitalidade, força; consumir-se; delibitar-se; chegar ao final; encerrar atividade, ciclo, existência.

Esta expressão é utilizada no Rio Grande do Sul como sinônimo para “espasmo do choro ou do soluço”, também conhecido popularmente como “crise de perda do fôlego”. Atinge bebês e crianças de zero a quatro anos.


Esta situação ocorre quando a criança leva um susto, é contrariada ou sofre uma frustração, então, para chamar a atenção dos pais, numa espécie de “chantagem sem palavras”, ela prende a respiração até desmaiar. Normalmente isso acontece em conjunto com o choro. É como se o choro fosse tão forte que a criança ficasse temporariamente incapaz de respirar. Algumas chegam a ficar roxas, desmaiam, viram os olhos, mexem desgovernadamente os braços e as pernas, geralmente assustando muito os pais. Parece, para quem assiste, um evento antecedente a uma convulsão, que na verdade, não ocorre nem nunca ocorrerá, pois nunca foi identificado pelos médicos nenhuma alteração elétrica no cérebro, para esses espasmos do choro.

















Reza a lenda, que os bebês vítimas de “crise de perda do fôlego” também são vítimas de pais ansiosos e controladores.

Não existe tratamento eficaz e não há sequelas, é somente um estado transitório.

O que mais evita as crises é a conservação de um ambiente sereno e equilibrado e o diálogo e interação com a criança para que ela possa lidar melhor com as contrariedades sem se utilizar deste expediente, digamos, “mesquinho”.

Para que a crise passe, quem estiver com a criança pode soprar seu rostinho, colocar o dedo em sua boca mexendo na língua, beliscar levemente os pés do infante ou mesmo virá-lo de cabeça para baixo.

Ou fazer como a minha mãe...que saiu correndo tão desesperada, achando que a filha ía morrer, que perdeu a noção básica das leis da física (dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, lembram?)...Graças ao galo na testa, parei de “me finar” e comecei, certamente, a fazer outros tipos de chantagem emocional...provavelmente optei por alternativas que tinham mais “garbo e elegância”!!!

Obrigada mãe, por ter aguentado isso!!!