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domingo, 30 de outubro de 2011

Você é um leitor eclético?

Pensei bastante sobre isso nos últimos dias...

Como você escolhe um livro. Como você dá uma chance a ele? É pela capa? Pelo título? Por que alguém que você conhece leu, disse que é bom e te indicou? Por que ele é uma referência, um clássico que sobreviveu ao tempo? Por que está na lista dos "1001 livros para ler antes de morrer"?

Eu sou uma leitora bem eclética. Já li de Paulo Coelho a Kafka. De Marian Keyes a Sartre. De J. K. Rowling a Nietzsche. Gosto tanto de ler que provo de tudo, de autores clássicos a gente que ninguém conhece. Mas é claro, tenho minhas preferências. Realismo Fantástico e Fantasia fazem a minha cabeça. Entregue na minha mão algo escrito por Vargas Llosa, Garcia Marquez, Tolkien, J.K. Rowling, George R. R. Martin e Anne Rice...só para citar alguns nomes, e você verá uma pessoa muito, muito feliz.

No entanto, noto muito preconceito das pessoas quanto às escolhas literárias dos outros. Só nesta semana aconteceu comigo duas vezes.

Fui chamada de "Geek" por um amigo. Isso porque gosto de tecnologia, jogos eletrônicos e particularmente porque ele considerada este termo um sinônimo moderno para "Nerd" e utilizou-o para me zoar, porque estou fascinada com a série de livros do George R. R. Martin, "Guerra dos Tronos". 

Também fui chamada de "inculta" por um grupo de conhecidas, porque comentei que preferiria ler um romance do gênero "chick-lit" no momento, ao invés de um clássico profundo, escrito no início do século passado.

Na minha opinião há livros que nos fazem pensar e há aqueles que nos fazem parar de pensar.

Livros são para momentos da vida, eles interagem com o leitor. São como amantes. Penetram nas entranhas daqueles que os amam, em uma cumplicidade servil. Quem não se permite a vulnerabilidade perante este objeto maravilhoso de prazer, não é um verdadeiro amante da leitura.

Ser um bom leitor é saber apreciar todos os gêneros da literatura. Saber que há momentos que demandam leitura longa e asséptica. Outros em que será rápida e visceral. Prazer e dor. Lágrimas e risos. Todas as emoções possíveis, em mero papel e tinta.

E seja lá qual for o seu gênero preferido, duas coisas são essenciais:

i) quanto mais você ler gêneros diferentes daquele que você ama, mais você irá amá-lo;
ii) só é um bom leitor aquele que respeita os livros e isto implica em respeitar todos os gêneros de livros, inclusive aqueles que você jamais leria.

Dê uma chance àquele livro que tanto olha para você. Talvez ele mude a sua vida!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

José Echegaray e Frédéric Mistral - Prêmios Nobel da Literatura de 1904

No ano de 1904, a Academia, excepcionalmente, conferiu o Prêmio Nobel da Literatura à dois grandes escritores, José Echegaray e Frédéric Mistral.

José Echegaray y Eizaguirre (1833-1916) era engenheiro, matemático, político e escritor que, além do destaque na  literatura, também fez contribuições importantes no campo da matemática e da física. 

Foi professor na Faculdade de Engenharia Civil de Madrid e na Escola Superior de Obras Públicas.  

Era membro da Academia Real das Ciências e ocupou uma infinidade de cargos públicos na Espanha, entre eles: Diretor Geral de Obras Públicas, Ministro do Desenvolvimento, Ministro do Tesouro, Presidente do Conselho de Educação e Senador Vitalício.

Em 1874 estreou na literatura dramatúrgica com a obra "El libro talonario", tendo escrito posteriormente mais 66 peças de teatro, 34 delas em verso. 

Doze anos depois foi eleito membro da "Real Academia de la Lengua Española" chegando ao "Prêmio Nobel da Literatura" em 1904, como o primeiro espanhol a ser laureado.

Em que pese a honra do prêmio, Echegaray foi duramente criticado pelos escritores vanguardista, principalmente os conhecidos como da "Geração de 98", pois não era considerado um dramaturgo excepcional por seus conterrâneos.

A Academia conferiu o prêmio "in recognition of the numerous and brilliant  compositions which, in an individual and original manner, have revived the great traditions of the Spanish drama (em reconhecimento às inúmeras e brilhantes composições que, de forma individual e original, reviveram as grandes tradições do drama espanhol)".



Frédéric Mistral (1830-1914) formou-se em Direito pela Aix-en-Provence, mais por desejo de seu pai, do que por inclinação vocacional própria, pois sempre quis se dedicar à poesia e a filologia da língua provençal (occitana).

Dedicou 20 anos de seus estudos na elaboração do "Lou Tresor dou Felibrige", um dicionário da língua provençal. 

Além desta grande contribuição à língua francesa, utilizou o dinheiro ganho com o Prêmio Nobel da Literatura para fundar o Museu Etnológico Provençal em Aires.

A Academia conferiu o prêmio a Frédéric em "recognition of the fresh originality and true inspiration of his poetic production, which faithfully reflects the natural scenery and native spirit of his people, and, in addition, his significant work as a Provençal philologist (em reconhecimento à originalidade fresca e verdadeira inspiração de sua produção poética, que reflete fielmente o cenário natural e o espírito nativo do seu povo, e, além disso, seu trabalho significativo como um filólogo provençal)".


Resenha - Amei, perdi, fiz espaguete - Giulia Melucci



INFORMAÇÕES GERAIS:

Título: Amei, perdi, fiz espaguete
Autor: Giulia Melucci
Editora: Record
Categoria: Biografia e Memórias
Acabamento: Brochura
Edição: 2010
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Número de Páginas: 313











CONTRACAPA:

"Todos os homens que passaram pela minha vida foram inspirações culinárias, e, se não compreendi nada do amor, pelo menos aprendi a cozinhar com a maior simplicidade, liberando o máximo de sabor, porque, quando se ama, se quer tempo para outras coisas além de comer. Mas considero a boa comida o melhor complemento para os muitos prazeres que o amor oferece.".

A deliciosa autobiografia de Giulia Melucci é um hilariante relato de seus romances frustrados e das receitas de dar água na boca que usa para seduzir seus homens e depois se consolar quando os relacionamentos terminam.

De um afetuoso alcóolatra aos clássicos homens com horror a compromisso da cidade de Nova York, e de um hippie passado da data de validade a não um, mais dois romancistas, Giulia cozinhou para todos eles.

Cada romance traz alegrias, lágrimas e um prato de massa de despedida.

Salpicadas ao longo de seus contos sobre viver e amar em Nova York estão velhas receitas de famílias italianas. A autora ensina a preparar comida reconfortante para corações machucados - os ingredientes perfeitos para capturar o coração de um namorado elusivo - e até dá as coordenadas para a horrível "sopa bêbada", feita para ela às quatro da manhã por um homem que claramente não era o "tal".

Irresistível e apetitoso, "Amei, perdi, fiz espaguete" é uma história sobre amor, paixão e, claro, boa comida.


COMENTÁRIOS E RESENHA:

Depois de fazer o escrutínio de sempre na hora de adquirir um livro, ou seja, ver se a capa e o título me agradam, ler a contracapa, orelhas e o início do primeiro capítulo, fazendo um paralelo mental com meu estado de espírito para categoria de leitura do momento,  resolvi comprar esta obra e comecei a lê-la no shopping, sentada confortavelmente numa poltrona da Starbucks, bebericando meu frapuccino.

O livro é leve, flui muito, li em poucas horas. Dei risadas e fiquei com vontade de cozinhar todas as receitas maravilhosas que a Giulia ensina ao longo da obra. Adorei os títulos das receitas e modos de preparo, que ela, espirituosamente altera conforme seu humor em relação a um dos "desclassificados" que namora.

O enredo está longe ser como "Comer, rezar, amar" ou mesmo "Como água para chocolate", este último inigualável, mas cativa desde o início, pois não há como não se identificar com Giulia e seus fracassos amorosos. Uma mulher bem sucedida profissionalmente, com um grande número de amigos, mas que não consegue ter o que mais quer: um marido e, quem sabe, até filhos, este último desejo, deixado de lado com o passar do tempo.

O interessante é observar que Giulia, como a maioria das mulheres que foram criadas em um ambiente conservador e sexualmente repressor, sofre de uma intensa baixo autoestima e, consequentemente, autodesvaloriza-se, permitindo que homens egoístas, problemáticos e que não conseguem perceber a mulher incrível que está diante deles, a machuquem profundamente.

Também está claro o quanto Giulia é dependente da aprovação alheia e como cria relações simbióticas com seus namorados, que acabam por interferir em sua individualidade, mascarando e lesando o seu próprio eu.

Há momentos em que o primeiro pensamento que vem a cabeça do leitor é "Giulia, peloamordedeus, pára! Ele não merece que você faça isso por ele", mas, depois de alguns segundos, a única coisa que se pensa é "Giulia, você é maravilhosa, pena que esse bossal nunca vai enxergar isso".

Eu diria que é um livro que trata dos dilemas das mulheres solteiras de hoje, que vivem em grandes metrópoles, são bem sucedidas profissionalmente, mas ainda não encontraram um homem que valha a pena.

Livro para ser ler nas férias, quando não se quer pensar muito, mas se quer dar boas risadas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

3ª Resenha - Desafio Literário 24/12 - Último Desejo (Lynne Graham)

INFORMAÇÕES GERAIS:

Título: Último Desejo
Autor: Lynne Graham
Editora: Harlequim Books
Categoria: Romance de Banca
Acabamento: Brochura
Edição: 2009
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Número de Páginas: 192







CONTRACAPA:

Ophelia estava impressionada com o fato de Lysander Metaxis querê-la como esposa. Ele, um bilionário grego com uma fila de mulheres à sua porta, e ela, uma humilde jardineira com uma mansão caindo aos pedaços e dívidas até o pescoço? Impossível!

Logo ficaria evidente que Lysander não deseja Ophelia. Na verdade, ele está somente interessado na propriedade dela... e em seu corpo! Como último recurso para salvar tudo o que mais ama, Ophelia se casará com ele, mas está decidida a resistir a suas sedutoras artimanhas...

COMENTÁRIOS E RESENHA:

Bem, sempre soube que esse seria o gênero mais complicado para mim neste Desafio Literário. Eu realmente   não curto romances de banca. A parte boa é que consegui ler rapidinho, mas sofri bastante durante o processo (Passei raiva!!! rsrs).

O que mais me incomoda nos romances de banca é o tom superficial dos textos e os valores, totalmente contrários aos meus, que são o pano de fundo desses romances. Entendo o sucesso que estes livros fizeram no passado, mas na atual conjuntura social em que vivemos, acredito que estão bem ultrapassados.

As mulheres são sempre retratadas como frágeis, mas tentando mostrar a sua força e em busca de um amor idealizado, um homem-príncipe que resolva todos os problemas para elas.

Os homens, por outro lado, são pintados como arrogantes, egoístas e violentos (seja fisicamente ou moralmente) e, o que mais me deixa perplexa, são mulherengos convictos até conhecer a heroína do livro e mudar radicalmente de personalidade.

São livros machistas, eu diria. Não sou feminista, mas tampouco sou adepta desse chauvinismo. Acredito na igualdade de direitos entre os gêneros e aqui incluo a comunidade GLS, é claro, respeitando também a desigualdade natural que existe entre os grupos. Nada como a célebre frase de Rui Barbosa na famosa " Oração aos Moços":

"A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade seria desigualdade flagrante, e não, igualdade real."

Sabemos que no mundo real ninguém uda de personalidade, mas também é notório que as mulheres ainda acreditam que podem "transformar" um homem com a força do seu amor. Há casos, mas são raríssimos.

Este tipo de livro alimenta no imaginário da mulher, uma ilusão que, se transportada para a vida real, pode magoá-la muito.

Os valores morais das personagens também não poderiam ser piores.

Neste livro, particularmente, tanto Ophelia quanto Lysander mentem, vingam-se e tratam um ao outro com total desrespeito até finalmente ficarem juntos. Há muita preocupação com dinheiro, poder e com quem "vence" a guerra, quando sabemos que, muitas vezes, vencer é abdicar.

Sei que a resenha não é favorável, mas, infelizmente eu não me identifico com este gênero.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Fascinação por Harry Potter

Sei que falar sobre Harry Potter em um blog literário já não é nenhuma novidade, mas como recentemente concluí a leitura dos sete livros e assisti a todos os filmes disponíveis, não resisti em fazer uma postagem sobre esse assunto.

Tomei conhecimento da existência deste bruxinho maravilhoso no ano 2000, quando eu tinha 21 anos e estava morando na Alemanha e trabalhando como aupair (babá). Eu cuidava de duas crianças, uma menina de 6 anos e um rapazinho de 11 anos, este, apaixonado pelo Harry Potter.

Passei um ano inteiro ouvindo magias, fazendo brincadeiras envolvendo o bruxinho e louca para entender porque aqueles livros tão difíceis para mim, pois estavam escritos em alemão, causavam tamanha devoção nas crianças que iam brincar na casa onde eu residia.

Voltei ao Brasil em 2001, retomei meus estudos na faculdade de Direito e aproveitei para retirar na biblioteca os quatro livros da série que já tinham sido editados no Brasil. Simplesmente fiquei apaixonada por este mundo mágico tão espetacular.

Passaram-se dez anos e resolvi voltar a este assunto. Reli novamente os quatro primeiros livros no ano passado e neste mês li os três últimos. Aproveitei para conferir os filmes também.

O que mais me fascina nesta saga é o universo mágico criado por J. K. Rowling e de uma forma muito coerente e bem amarrada. Certamente eu não sou a única que se sente assim, senão a série não teria rendido a atração "Wizarding World of Harry Potter", inaugurada ano passado em um dos parques da Universal em Orlando, EUA.

Poder ter contato com os mesmo livros que os alunos de Hogwarts, tais como "Quadribol através dos Séculos", "Animais Fantásticos e onde habitam" e "Os Contos de Beedle, o Bardo", dão uma sensação a quem lê, de pertencimento ao mundo de Harry Potter.
















Imagine encontrar um lugar na escola, que é capaz de se transformar naquilo que mais se necessita no momento como a "Sala Precisa"? Poder "aparatar" e "desaparatar" (resolveria o problema do trânsito em Sampa, rs), consertar coisas com um simples movimento da varinha e comer "vomitilhas" para poder fugir a um compromisso com uma desculpa "quase" real de se estar doente? 

É, eu queria muito comer bolo de caldeirão e tomar cerveja amanteigada e, é claro, usar uma capa de invisibilidade sempre que necessário. Hum...fazer compras na "Dedosdemel"...rs...


Gostaria muito de que Harry Potter tivesse feito parte da minha infância, mas, infelizmente, eu já era adulta quando ele surgiu. Imagino como teria sido fantástico ter crescido junto com ele.

Por outro lado, é notável também a evolução da escritora em cada novo livro produzido por ela. Há um aprimoramento técnico e uma capacidade muito grande em atingir o público adequado. É fato que o último livro da série, As Relíquias da Morte, foi escrito em uma linguagem para adolescentes de 17 anos, ao contrário do primeiro livro, A Pedra Filosofal, cujo texto é bem mais infantil.

Além disso, há a possibilidade de leitura independente de cada volume, pois apesar de fazer parte de uma saga, cada livro tem sua individualidade e traz as informações necessárias sobre o passado para ser entendido completamente.

Pergunto-me também como deve ter sido difícil manter a coesão ao longo de sete volumes. Há fatos que aconteceram no volume 5, por exemplo, que são de vital importância para os desfechos do livro 7.

Não consigo pensar que J. K. Rowling tivesse planejado desta forma, o que aumenta mais ainda minha admiração pela sua criatividade.  Um livro em sua fase de concepção vai passando gradualmente por diversas modificações ao longo de sua produção intelectual até atingir o texto final que será publicado. Personagens somem, mudam de nome, morrem e ressuscitam. Passagens são reescritas e editadas ou mesmo se decide por suprimi-las. 

Rowling fez todas as escolhas certas, tanto do ponto de vista de imaginação e criatividade, quanto em termos de negócios e, principalmente,  dos valores e dos princípios sobre os quais a saga está construída, que são aqueles que deveríamos sempre cultivar em nossas vidas: amor, amizade, coragem e lealdade.

Não é a toa que a série de livros vendeu mais de 400 milhões de exemplares no mundo, desses, 3 milhões só no Brasil. 



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Quarto Encontro do Clube do Livro Bookworms - 16/02/2011

Se você, assim como eu, é viciada em leitura e mora em São Paulo, participar do Clube de Leitura Bookworms é uma ótima forma de trocar suas impressões e ideias sobre um livro que você leu justamente com essa finalidade, com pessoas que tem algo em comum com você, em um ambiente muito divertido e inspirador.





Informações sobre o quarto encontro:



Local: Café da Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), São Paulo-SP
Quando: 16/02/2011 - Quarta-feira
Horário: 19h
Livro Escolhido: A Sociedade literária e a torta de casca de batata (Mary Ann Shaffer e Annie Barrows)

Para participar você só precisa ler o livro e enviar um email para clubebookworms@gmail.com


Encontro de Janeiro/2011 do Clube da Leitura Bookworms -Impressões

Ontem à noite participei da discussão do livro "Olhai os Lírios do Campo" (Érico Veríssimo), no Clube do Livro Bookworms, que acontece uma vez por mês no café da Casa das Rosas, aqui em São Paulo.

Foi uma noite muito divertida e aconchegante, ao lado de pessoas maravilhosas e inteligentes, que tem algo em comum comigo, a paixão pelos livros. 

O tempo que compartilhamos juntas foi tão relaxante e hilário, que nem vi o tempo passar e fiquei com aquele desejo de "quero mais" quando fui embora, já ansiosa pelo próximo encontro.

Nosso clube está aumentando. Três novas "bookworms" se juntaram ao grupo, trazendo muitas ideias interessantes para nossa roda de discussão.

Além de fissuradas por livros, algumas das integrantes são também blogueiras, por isso vou aproveitar para divulgar os sites, assim como algumas delas já fizeram no seu "cantinho virtual":

Kate Club - Blog dedicado ao cinema e temas relacionados. A Kátia propôs a si mesma um desafiio: assistir 1000 filmes em um ano!!! 

Mih e os Livros - Blog literário. A Miriã, depois de algum tempo, voltou cheia de entusiasmo para a Blogosfera, agora falando sobre livros.

Paixão por Livros - Neste blog, a Simone posta os convites para o Clube do Livro Bookworms e demais assuntos literários.

The Bookworms Clube - Blog literário. A Paula dá dicas muito úteis sobre o mundo dos livros, aponta curiosidades, faz promoções, resenhas e ainda organiza nossos encontros do Clube do Livro Bookworms.

Em breve vou postar as resenhas dos livros que já discutimos até o momento, apesar de atrasadas! :)


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

2ª Resenha - Desafio Literário 24/12 - O Hobbit (J. R. R. Tolkien)

INFORMAÇÕES GERAIS:

Título: O Hobbit
Autor: Tolkien, J. R. R
Editora: Wmf Martins Fontes
Categoria: Difícil Classificar
Acabamento: Brochura
Edição: 2009
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Número de Páginas: 295





CONTRACAPA:

Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua esperteza e habilidade como ladrão!

COMENTÁRIOS E RESENHA:

O que dizer deste livro... Bárbaro! Fantástico! Incrível! Para quem é fã da Trilogia Senhor dos Anéis, O Hobbit é leitura obrigatória.

Tolkien escreveu este livro em 1937 para seus filhos, ou seja, trata-se de uma aventura infantojuvenil, apesar de muitas editoras hoje em dia catalogarem como ficção científica ou romance. 

Quando o escritor criou esta obra, nunca imaginou que ela seria apreciada pelo público adulto, tampouco que faria o sucesso que fez, dando energia e motivação a Tolkien, para conceber sua obra prima posterior, o Senhor dos Anéis.

Em O Hobbit, somos apresentados à Terra Média, suas criaturas espantosas como os Trolls, os Orcs e o dragão Smaug, que guarda o tesouro dos anões. Além disso, temos contato com os Elfos, esses seres mágicos inigualáveis e os travessos e desastrados anões, sem contar a participação do mago Gandalf, o velhinho simpático e enigmático tão bem representado no cinema pelo ator Sir Ian McKellen.

Mas a figura mais fofa e simpática da história não poderia ser outra que não Bilbo Bolseiro, o hobbit correto, de coração enorme, pacífico e muito corajoso.

Para mim, o ponto máximo de prazer literário foi quando Bilbo encontra Gollum (Smeagol) no interior das Montanhas Sombrias e lá, por meio de um jogo de adivinhação, obtém para si o "My Precious"!!! 

Lindo demais! Adorei esta leitura!
E com essa resenha, cumpri o desafio literário para janeiro!

Promoção "Sartoris" - William Faulkner - até 15/02/2011 - Participe!!

Conforme prometi, vou sortear o livro "Sartoris" (William Faulkner), da Editora Cosac Naify.
Confira a Resenha!! 

Para participar da promoção é bem simples, veja abaixo as regras:



- Ser seguidor do blog Reliaquário das Ideias;
- Ter endereço no Brasil;
- Preencher o formulário até o dia 15/02/2011;







O sorteio será realizado no dia 16/02/2011 por meio do random.org.

Participe!!! Esse livro custa hoje R$ 75,00, você não pode perder essa!!! 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

1ª Resenha - Desafio Literário 24/12 -Os Pequenos Homens Livres (Terry Pratchett)


INFORMAÇÕES GERAIS:

Título: Os Pequenos Homens Livres
Autor: Pratchett, Terry
Editora: Conrad
Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Juvenil
Acabamento : Brochura
Edição : 2010
Idioma : Português
País de Origem : Brasil
Número de Paginas : 262



CONTRACAPA: 

A Rainha do Reino das Fadas sequestrou o irritante irmãozinho de Tiffany Dolorida, que jamais deixaria isso barato. Com muita coragem, uma frigideira e a companhia de um sapo falante emprestado pela senhorita Carrapato, ela parte determinada a recuperar seu irmão. Sua jornada até o Reino das Fadas, no entanto, assume proporções muito maiores quando Tiffany descobre que a colisão entre a realidade e o mundo dos sonhos - e pesadelos - é iminente, e ela é a única que pode impedir o desastre.

Em seu auxílio virão os Nac Mac Feegle, os Pequenos Homens Livres, baixinhos, azuis, tatuados e beberrões, eles lutarão ao lado de Tiffany no perigoso caminho até a Rainha e a ajudarão a descobrir o que é se tornar uma bruxa de verdade.

COMENTÁRIOS E RESENHA

Comprei este livro na Fantasticon de 2010 e nunca pensei que seu autor, Terry Pratchett, era tão famoso,pois eu nunca tinha ouvido falar dele, tampouco da série Discworld. Gostei do que dizia na contracapa e por isso resolvi "provar".

Terry é um dos autores vivos mais lidos na Inglaterra e é campeão absoluto de vendas, tendo permanecido quase uma década na lista dos dez livros mais vendidos (publicação do Sunday Time). Sem falar que ele é estiloso, rs.
Terry Pratchett


Este livro, Os Pequenos Homens Livres, faz parte do Discworld, um mundo mágico criado pelo autor e local onde se passam seus romances. O Discworld é um mundo plano, em formato de disco, sustentado por quatro elefantes  que se apóiam no casco de uma tartaruga que nada pelo universo.
Série DiscWorld

Apesar da história se passar no Discworld, este livro não pertence a série regular, é voltado para um público mais jovem e pode ser lido isoladamente, sem necessidade de qualquer conhecimento sobre os outros, inclusive, só sei disso porque pesquisei na Web, a única referência na obra é a frase "uma história do Discworld".

A leitura flui muito bem, rende umas boas risadas, pois o autor faz diversos trocadilhos com as palavras, o que imagino que tenha sido um desafio ao tradutor.

Há suspense do início ao fim, o que prende a atenção, e para quem gosta de "análises de escritor", a jornada do herói está presente, com todos os seus elementos.

Além disso, o escritor, utilizando-se de diversas metáforas e situações fantásticas, deixa nas entrelinhas um conjunto de valores morais muito importantes para o seu público infantojuvenil. 

Achei hilário, criativo, mas bobinho. Sou fã de livros para crianças e adolescentes, mas não me senti tentada a ler os demais livros do Discworld. Talvez porque Terry Pratchett é conhecido por satirizar autores como J.R. Tolkien e C. S. Lewis e, como os amo, tomei as dores, rsrsrs.





domingo, 9 de janeiro de 2011

Resenha - Sartoris - William Faulkner


Título: Sartoris
Autor: William Faulkner
Tradução: Cláudio Marcondes
Texto de orelha: Adriana Lisboa
Editora: Cosac Naify
Capa dura;
Páginas: 416; Ilustrações: 1;
Dimensões: 155 x 220 mm;
Peso: 0,74 kg;
ISBN 978-85-7503-914-4









Esse romance foi publicado em 1929 e é considerado o marco do segundo período literário do escritor norte-americano William Faulkner, por ser a primeira vez em que o condado fictício de Yoknapatawpha  aparece em seus livros, local este, palco de diversos romances posteriores.

A palavra "Yoknapatawpha" é originária da língua falada pelos índios Chickasaw, uma das "Cinco Tribos Civilizadas" da história dos Estados Unidos, e significa "terra de divisão".

A localização geográfica deste condado fictício corresponde ao extremo norte do estado do Mississippi, onde Faulkner viveu a maior parte de sua vida.

O romance tem uma narrativa complexa e sombria. O autor utiliza-se da técnica de "fluxo de consciência" para descrever a saga e declínio da família aristocrata Sartoris, com saltos no tempo, em que passado, presente e futuro se misturam em frases longas, poéticas e extremamente descritivas.

Os Sartoris sobrevivem presos aos estigmas dos feitos honrosos realizados pelo falecido Coronel John Sartoris, o patriarca da família, ao longa da Guerra de Secessão, os quais nenhum descendente conseguiu reproduzir.

A história é narrada praticamente do ponto de vista de Tia Jenny, irmã do Coronel, que convive e amaldiçoa diariamente os Sartoris ainda vivos, Bayard Sartoris (Bayard Velho), filho do coronel e Bayard Sartoris (Jovem Bayard), neto deste.

Bayard Velho sente-se um fracassado, pois não tem nenhum feito heróico, digno de nota, a acrescentar em seu currículo. O Jovem Bayard, por sua vez, vive atormentado e alcoolizado, pela culpa que sente em relação à morte de seu irmão gêmeo, John Bayard, durante o tempo em que serviram juntos ao exército, na Primeira Guerra Mundial.

Todas as tragédias e histórias dos homens da família são tratados no livro como lembranças de Tia Jenny. Não há ação no passado e o presente apenas demonstra a consequência dos atos praticados por eles, tornando o futuro desta família decadente totalmente comprometido pela depressão e tristeza.

É um livro de difícil leitura, a narrativa é caótica, o que também a torna sublime, fazendo com que possamos entender o porquê de William Faulkner, um homem que sequer completou o ensino médio, ser Nobel da Literatura, ganhador de dois prêmios Pulitzer e ainda um escritor de leitura obrigatória no plano de ensino dos Estados Unidos.



Você tem coragem de dizer que não conhece Aluísio de Azevedo??? Fundador da Cadeira 4 da ABL

Aluíso Tancredo Gonçalves de Azevedo, nascido em São Luís-MA-Brasil (1857) e falecido em Buenos Aires-Argentina (1913) foi um dos mais importantes escritores brasileiros, pois foi o criador do naturalismo literário neste país.

Aluísio foi um crítico mordaz da sociedade brasileira e de suas instituições hipócritas, provavelmente como fruto de experiências pessoais bastante intensas, o que acabou por delinear toda a sua produção escrita.

 Seus pais não foram casados, mas viviam juntos, o que para a época foi escandaloso.

Sua mãe, Emília Amália Pinto de Magalhães, havia casado, contrariada, com um comerciante português aos 17 anos. Dadas as circunstâncias violentas do relacionamento, Emília, já com uma filha pequena, abandonou o marido e foi viver na companhia de amigos. Há registros que dizem que toda a sociedade de São Luís deixou de falar com ela e houve até quem lhe enviasse doces envenenados.

Passou a viver reclusa, trabalhando com costureira para sustentar a filha e a si mesma, quando conheceu o viúvo David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal, com quem passou a viver sem contrair novas núpcias (não existia divórcio nesta época) e desta união resultou  cinco filhos, dois deles ilustres: Aluísio de Azevedo e Artur de Azevedo.

Aluísio foi caixeiro e guarda-livros na adolescência. Após este período, mudou-se para o Rio de Janeiro e estudou Belas Artes. Nesta época sustentava-se fazendo caricaturas para os jornais locais e ensaiava já escrever sobre o que desenhava.

Com a morte do pai em 1878, mudou-se novamente para São Luís-MA para cuidar da família, iniciando então sua carreira de escritor.

Seu primeiro romance publicado foi "Uma Lágrima de Mulher", sem grande repercussão. Dois anos depois, em 1881 lança "O Mulato", livro este que causou escândalo na sociedade maranhense, pois, além da linguagem crua,  tratava de preconceito racial em uma época em que o assunto do momento era a abolição. 

Dado ao grande sucesso da obra, Aluísio voltou para o Rio de Janeiro decidido a ganhar a vida como escritor.

O período de 1882 a 1895 foi caracterizado pela forte produção literária do autor, com produção de obras célebres como "Casa de Pensão" e "O Cortiço", esta último, leitura obrigatória para o vestibular até hoje.

Em 1895 ingressou na carreira diplomática e abandonou a vida de escritor. Casou-se com a argentina Pastora Luquez, com quem adotou dois filhos. Morreu em 1913, em Buenos Aires e lá foi enterrado. Seis anos depois, por iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária foi removida e Aluísio foi sepultado em São Luís-MA.

Curiosidades:

-Antes de escrever um romance, Aluísio desenhava e pintava sobre papelão, as personagens principais, mantendo-as em sua mesa de trabalho, como fonte de inspiração.

- O manuscrito original de "O Mulato" é parte do acervo do Museu Histórico e Artístico do Maranhão, e foi doado para esta instituição em 2001, pelo imortal Josué Montello, um dos antigos integrantes da cadeira número 29.


Bibliografia

Obras: Os doidos (1879); Uma lágrima de mulher, (1880); O mulato, romance (1881);Flor-de-lis (1882);Casa de Orates (1882); Mistérios da Tijuca, romance (1882; reeditado: Girândola de amores); Memórias de um condenado (1882; reeditado: A condessa Vésper); Casa de pensão, romance (1884); Filomena Borges, romance (publicado em folhetins na Gazeta de Notícias, 1884); O caboclo (1886); O homem, romance (1887); Fritzmack (1889); A República (1890); O coruja, romance (1890); O cortiço, romance (1890); Um caso de adultério (1891);Em flagrante (1891); Demônios, contos (1895); A mortalha de Alzira, romance (1894); Livro de uma sogra, romance (1895); Pegados (1897);Obras completas (1939-41). Ficção Completa (em 2 volumes) de Aluísio Azevedo. Organização de Orna Messer Levin. Nova Aguilar, 2005.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Book Riddle - Um Jogo Literário - Blog Sobre Livros

O blog Sobre Livros acabou de lançar um joguinho literário muito legal. É no estilo riddle. Para quem não sabe, a tradução do inglês para a palavra riddle é "enigma", ou seja, você deve chegar a resposta correta baseando-se nas dicas dadas e usando métodos lógicos de raciocínio.

O tipo de riddle mais conhecido é aquele que fornece três elementos informativos em uma única página, geralmente um título, uma imagem e uma frase escrita abaixo desta. É exatamente neste modelo que o blog Sobre Livros se inspirou para criar o desafio.

São 20 níveis disponíveis e em breve serão lançados outros, inclusive, com o ranking dos participantes.

Eu consegui ultrapassar as vinte etapas, mas confesso que em algumas eu travei....penei para descobrir a resposta (pesquisei no google, no blog, pensei, pensei...), mas me diverti muito mesmo!!!