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terça-feira, 24 de agosto de 2010

FEIRA BOLIVIANA no Pari: Mais uma prova de que tudo o que existe no mundo, pode ser encontrado em São Paulo!!!




Foi no domingo que passou. Aquele sol que todos nós merecíamos acordou sorridente e resolveu sair de casa, depois de pelo menos uma semana de introspecção depressiva.
Fui acordada com um telefonema às 10 h da madrugada.

- Carol!!! O que tu achas? A gente podia fazer um programa bem exótico hoje? Material fresquinho para o teu blog!!!
Eu já tinha dito que topava antes mesmo de ouvir o que era. Tática da minha amiga Flávia para garantir o resultado, ou seja, que eu fosse junto com certeza. Coisas excêntricas estimulam o meu cérebro e a minha recusa em participar seria tão improvável quanto cair um meteoro em plena Avenida Paulista às 18h de uma sexta-feira. Falando nisso, adoro a metáfora do meteoro! rs
Bem, juntamos o nosso pequeno bando e partimos para a feira, de metrô, afinal no grupo ninguém sabia se localizar muito bem de carro na região do Pari.
Descemos do metrô e caminhamos em torno de três quadras, o que foi suficiente para cruzar a fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Chegamos na feira.

Passei a ouvir espanhol. Português também, é claro! Cidades que fazem fronteira costumam ter os dois idiomas dançando juntos nos lábios das pessoas.
Índios. Muitos. Tive certeza de que era estrangeira e por pouco não procurei o passaporte na bolsa. Artesanato típico. Cor. Muita cor. Vermelho, Roxo, Rosa, Verde, tudo misturado.












Ah e a comida!!! Humm...comi Enchilada de Pollo e de Carne, acompanhadas de Mocochinchi! Delícia!













Muito interessante foi descobrir que existem espécies tão diferentes de batata e de milho. Quis até comprar para experimentar, mas fiquei na dúvida se saberia como preparar. Melhor ficar na vontade, assim tenho motivos para voltar lá de novo.




Mas o que marca esse momento é aquilo que sempre digo desta megalópole, que acolhe os tipos mais distintos: o que não existe em São Paulo, não adianta procurar, não existe no mundo! 
Acredito que nem morando mais trinta anos nesta cidade vou conseguir conhecer toda a riqueza cultural que ela é capaz de comportar.







quinta-feira, 15 de julho de 2010

PEDALINAS, MINHAS HEROÍNAS!

Ouvi hoje na rádio CBN, enquanto navegava meu pequeno bote pelas ruas alagadas de São Paulo, o Gilberto Dimenstein, falando sobre as Pedalinas.

Dizia ele que um grupo de mulheres, fãs da prática do ciclismo e moradoras desta capital, preocupadas com os obstáculos e perigos do uso da bicicleta, tanto como meio de transporte quanto por esporte, tiveram uma idéia brilhante: reuniram-se em assembléia e após deliberações fundaram um grupo chamado “Pedalinas”!!!

Fiquei muito curiosa e resolvi pesquisar o blog do grupo na internet e acabei me deparando com matéria sobre elas na Folha de São Paulo do dia de hoje.

As Pedalinas, utilizando-se de uma receita antiga, mas muito eficaz, que é a força que vem das relações humanas, construíram um Clubinho da Luluzinha que é um exemplo de cidadania e sustentabilidade para esta cidade.

Elas vão a qualquer lugar da Paulicéia Desvairada, pedalando. E vamos combinar! Não deve ser nada fácil vencer o trânsito de São Paulo com uma bicicleta!!! Com o carro, a gente quase se transforma no Michael Douglas em “Um dia de Fúria”!

Diferentemente das outras metrópoles do mundo, a cidade não tem estrutura, sinalização ou mesmo apoio das autoridades de segurança pública, para garantir o livre trânsito e a integridade física dos ciclistas. Pudera, há tantas coisas pra se fazer por esta cidade, ainda no plano básico, que pensar em ciclismo é luxo.


















Recentemente passamos a ter uma das pistas da Av. República do Líbano e parte da Av. Hélio Pelegrino interditadas aos domingos para a prática do ciclismo, o que já foi algo considerável e digno de nota.

São Paulo, como cidade, e seus habitantes, enquanto seres humanos saudáveis, só teriam a ganhar, caso houvesse políticas públicas nesse sentido. Estaríamos caminhando, com certeza, em direção a um aprimoramento mais sustentável.

Enquanto penso nisso, olho, aqui do 14º andar do prédio onde trabalho, a chuva caindo fininha lá embaixo, na Berrini....a rua mais "zicada" em termos de trânsito de Sampa, e estou pensando com os meus botões: “Hum....Se eu fosse uma Pedalina não pegaria trânsito pra chegar em casa...e hoje vai estar hors concours....por causa da chuva....Pedalinas andam de bicicleta na chuva? Se houvesse uma forma mais segura de andar de bicicleta...hum...quem sabe eu não viria trabalhar assim? Hum....logo, seria um carro há menos poluindo, um carro a menos "zicando" a Berrini, uma futura hipertensa a menos no mundo.....uma sedentária a menos.......rsrs...acho melhor eu trabalhar e parar de divagar....”















PEDALINAS! PARABÉNS PELA CORAGEM E PELA INICIATIVA! VOCÊS GANHARAM, NO MÍNIMO UMA FÃ!



Matéria na Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/767246-clube-da-luluzinha-vai-de-bicicleta-ate-para-balada.shtml

Site das Pedalinas:

http://pedalinas.wordpress.com/about/





domingo, 11 de julho de 2010

Feira de Arte da Praça Benedito Calixto - cada visita, uma novidade


Eis um lugar que sempre surpreende! A gente pode voltar a esta feira de artes mais de vinte vezes que sempre terá algo que irá chamar atenção, tendo passado desapercebido nas outras visitas.
Resolvi comer alguma coisa, enquanto circulava pelas barracas que expunham antiguidades e artesanato em geral. Fui até o setor da feira que vende quitutes. Lá dei de cara com um doce chamado "Espera Marido", o único dentre os existentes que eu não conhecia. Indaguei à vendedora, do que se tratava e ela me respondeu: esse doce, moça, é que nem doce-de-leite, só que a gente usa limão pra cortar o leite e deixar ele assim". Qual não foi a minha surpresa ao perceber que o tal de "Espera Marido" nada mais era do que a famosa "Ambrosia", que se fazia lá em casa...

Acabei pedindo "Baba de Moça", mas confesso que estou pensando seriamente em voltar à praça no sábado que vem só pra comer o "Espera Marido".

Para quem não puder ir até lá provar o doce ou mesmo para aqueles/aquelas que adoram cozinhar, segue a receita:


ESPERA MARIDO

Ingredientes:

- 1 litro de leite azedo
- 500 g de açúcar
- 6 ovos
- cravos da índia
- canelas em pau

Modo de Preparo:

Coloque todos os ingredientes numa panela funda e mexa de vez em quando até chegar ao ponto desejado (formar bolinhas e ficar escura).

DICAS:
Para fazer o leite azedar, basta colocar suco de limão.
Quanto mais gordo e natural for o leite, mas gostoso fica o doce. Portanto, use leite integral e fresco (não longa vida).
Quanto mais ferver, mais escuro irá ficar o doce.
Melhor bater tudo no liquidificador, para ficar homogêneo.