Foi no domingo que passou. Aquele sol que todos nós merecíamos acordou sorridente e resolveu sair de casa, depois de pelo menos uma semana de introspecção depressiva.
Fui acordada com um telefonema às 10 h da madrugada.
- Carol!!! O que tu achas? A gente podia fazer um programa bem exótico hoje? Material fresquinho para o teu blog!!!
Eu já tinha dito que topava antes mesmo de ouvir o que era. Tática da minha amiga Flávia para garantir o resultado, ou seja, que eu fosse junto com certeza. Coisas excêntricas estimulam o meu cérebro e a minha recusa em participar seria tão improvável quanto cair um meteoro em plena Avenida Paulista às 18h de uma sexta-feira. Falando nisso, adoro a metáfora do meteoro! rs
Bem, juntamos o nosso pequeno bando e partimos para a feira, de metrô, afinal no grupo ninguém sabia se localizar muito bem de carro na região do Pari.
Descemos do metrô e caminhamos em torno de três quadras, o que foi suficiente para cruzar a fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Chegamos na feira.
Passei a ouvir espanhol. Português também, é claro! Cidades que fazem fronteira costumam ter os dois idiomas dançando juntos nos lábios das pessoas.
Índios. Muitos. Tive certeza de que era estrangeira e por pouco não procurei o passaporte na bolsa. Artesanato típico. Cor. Muita cor. Vermelho, Roxo, Rosa, Verde, tudo misturado.
Ah e a comida!!! Humm...comi Enchilada de Pollo e de Carne, acompanhadas de Mocochinchi! Delícia!
Muito interessante foi descobrir que existem espécies tão diferentes de batata e de milho. Quis até comprar para experimentar, mas fiquei na dúvida se saberia como preparar. Melhor ficar na vontade, assim tenho motivos para voltar lá de novo.
Mas o que marca esse momento é aquilo que sempre digo desta megalópole, que acolhe os tipos mais distintos: o que não existe em São Paulo, não adianta procurar, não existe no mundo!
Acredito que nem morando mais trinta anos nesta cidade vou conseguir conhecer toda a riqueza cultural que ela é capaz de comportar.



















